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Strogonoff

Ah, comilanças.

Será que existe no Brasil algo tão “8 ou 80″ quanto strogonoff? Tem quem o considere chique, demodé, de mal gosto, e por aí vai. Mas o interessante é quando reparamos o quanto suco de tomates e gordura de leite podem ser gostosos. E combinados de uma forma tão simples!

Créditos da foto - http://www.umpblumenau.com.br

Claro, há os “pormenores”. Desde o corte da carne até o tempo de cozimento, o momento de reunir os outros ingredientes, flambagem… Mas percebo que, nas versões mais “sofisticadas” da iguaria, a flambagem com conhaque é quase sempre lugar comum.

Das muitas versões desta receita que já vi (e testei), cheguei a uma que considero de extrema simplicidade, e que compartilho com vocês. Serve duas pessoas (vida de casal, eu sei…):

INGREDIENTES

  • 500 g de filet mignon cortado em tiras curtas
  • 100 ml de vinho branco seco
  • Meia lata de extrato de tomate (tomates pelatti também vão bem, encontra-se enlatados, inteiros, sem pele ou sementes)
  • Meia caixa de creme de leite
  • 1 vidro de champignons picado em três (para que fique em um tamanho bom – não gosto de lâminas de champignon!)
  • Azeite para dourar (já repararam que ninguém mais diz “fritar”? A onda agora é o tal do “dourar”)
  • Sal
  • Eventualmente, açúcar

MODO DE PREPARO

Adicione azeite a uma frigideira alta e deixe aquecer ligeiramente (é importante não aquecer demais para que o azeite não escureça – perdendo seus benefícios). Adicione a carne e mexa-a ligeiramente pela frigideira, de forma a deixá-la “selada”, efeito que ocorre quando a cor viva de sua superfície dá lugar à outra cor que lhe dá o aspecto de “mal cozida” (um cinza bem claro). Este é o momento em que ela está selando, o que significa que não perderá tanta água no cozimento. Doure-a levemente por mais um ou dois minutos (não a deixe fritar) e acrescente o vinho. Baixe o fogo e deixe cozinhando a descoberto até que o vinho evapore-se. Quando estiver quase completamente evaporado, tempere com sal a gosto (não exagere, portanto).

Com a evaporação do álcool do vinho, o que fica na panela é um caldo ralo e grosso, porém extremamente saboroso. Deixe então que a carne fritando até ficar bem dourada. Afaste-a para um dos cantos da frigideira (daí a importância da mesma ser alta) e acrescente o extrato de tomate (ou os tomates pelatti, se preferir). Refogue o extrato por alguns instantes e experimente-o; se estiver ácido, acrescente uma pitada de açúcar. Após refogar levemente, misture o extrato à carne e acrescente 50 ml de água. Logo que levantar fervura, apague o fogo, junte o creme de leite e sirva. Rende duas generosas porções.

De acompanhamento, nada mais tradicional que batata palha (a tradicional ou mesmo a temperada) e arroz branco.

Se quiser versões mais “parrudas” da receita, há receitas mais tradicionais. Uma que indico com certeza é a da vó Cecília ;-)

Bom apetite!

<nerd>Tiago</nerd>

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